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terça-feira, 11 de novembro de 2008

História da Família Soares

BRASÃO DE ARMAS: De vermelho com uma torre de prata.

TIMBRE: A torre de escudo

"Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos Soares, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal. O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal através de seu casamento com a rainha Beatriz, a filha do último rei de Portugal. A grande maioria dos portugueses, incluindo muito dos patrióticos da família Soares, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Ivares Pereira, o "Condestável". Juan I invadiu Portugal confiante no valor do seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros, e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens. Não obstante, o prestígio do chefe Pereira, ganho através de suas vitórias em incursões do ano precedente, inspirou entre a milícia de seus comandados e soldados, os quais podem ter incluído heróicos membros da família Soares, a garantia da necessidade de uma condição de vitória. Uma vez que a direção dos castelhanos tornou-se clara, Pereira propôs um plano que acarretaria no bloqueamento das linhas inimigas em avanço e, então, procederia à ofensiva, tendo manejado seus inimigos em terrenos que anularia a vantagem numérica dos invasores.

A despeito da desconfiança de alguns comandantes portugueses, em adotar uma estratégia agressiva contra um oponente numericamente superior, o ritmo dos acontecimentos tiveram poucas alternativas para escolha de ações e os ainda indecisos foram forçados a seguir o audacioso desígnio do Condestável, que saiu de Abrantes com o exército levantado e seguiu para Tomar. Os portugueses procederam para prevenir o avanço dos Castelhanos em Lisboa e Pereira colocou suas forças numa colina defensiva ao norte e a oito quilômetros ao sul de Leiria. Ali, encostas ásperas para ambos os lados, a posição defensiva tinha a vantagem da inclinação sobre o campo do atacante. Os cavaleiros castelhanos, acreditando em sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores da família Soares, não só preservou sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval.

"No termo de Valladares de Cangil a casa rica a sua geração fica que o nome de Soares com os seus junto publica." (Manoel de Sousa da Silva)

Quando um nome é derivado de um nome próprio, ele é geralmente o nome do pai (patronímico) ou da Mãe (matronímico) do portador original, o qual é adotado e transformado em um nome de família hereditário fixo. Esse nome é então orgulhosamente transmitido de geração para geração, ocasionalmente alterado ortograficamente ou abreviado ocasionando uma ligação entre o portador vivo do sobrenome e o portador primogênito original do qual o sobrenome deriva. O sobrenome Soares pertence a uma das mais antigas e ilustres famílias de Portugal. Este sobrenome significa 'filho ou descendente de Soeiro". Soeiro é derivado do termo alemão antigo "Sug-hari", que literalmente se traduz como "exército sul". Foram duas as principais famílias portuguesas de linhagem nobre que levaram este sobrenome. Uma foi os Soares de Albergaria, que usavam simplesmente Soares como nome de família. A outra foi Soares de Tangil, da qual o primeiro portador deste sobrenome foi Soeira Afonso de Tangil, senhor da torre de Tangil, no distrito de Monção. Seu filho Gil Afonso Soares de Tangil, foi o primeiro a usar o sobrenome composto Soares de Tangil, e que viveu durante o reinado de D. Pedro I (1350-1359).

Uma das mais antigas referências a este sobrenome é o registro de Fernão Soares, eclesiástico português, citado em 1270. Portadores notáveis do sobrenome Soares foram, entre outros: João Soares (1507-1572), bispo português; Ruy Fernando Soares, pintor português citado em 1551; Vicente de Gusmão Soares (1606-1675), cônego e poeta português. No Brasil, encontramos o registro de Isabel Soares, filha de Manoel Soares e Maria Paes, nascida no Paraná em 8 de julho de 1684. As armas descritas abaixo foram concedidas à família Soares pelas autoridades apropriadas.

Uma das figuras muito admiradas e reverenciadas pelos portugueses, sem dúvida incluindo passados e atuais membros de ilustre família Soares, é a Santa Elizabeth de Portugal (1271-1336), também conhecida como "A Pacificadora" e "A rainha Santa". Filha de Pedro III de Aragão, ela foi chamada por sua tia, Santa Elizabeth da Hungria e foi casada com o rei Dinis de Portugal em 1282, um evento conhecido por alguns dos membros da família Soares. Elizabeth venceu a corrupção e prazeres da corte real, devotando sua riqueza e energia para atividades caritativas. Quando seu filho Afonso empreendeu uma rebelião contra seu pai, Elizabeth bravamente interpôs-se entre os exércitos oponentes efetuando a contento uma reconciliação. Verdadeira para com seu cognome "A Pacificadora", Elizabeth morreu em meio à rota para um campo de batalha, onde esperava conseguir a paz entre seu filho, o rei Afonso IV, e o rei castelhano Alfonso XI. De fato, os portadores do sobrenome Soares, podem gloriar-se na rica e colorida história de sua terra, Portugal."

(The Historical Research Center (c), 1993)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Relacionamentos...

Amor, (ô), s. m. 1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2. Forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo. 3. Afeição, grande amizade. 4. Objeto dessa afeição. 5. Benevolência. 6. Caridade. 7. Coisa ou pessoa bonita, preciosa. 8. Filos. Tendência da alma para se apegar aos objetos. S. m. pl. 1. Namoro. 2. O objeto amado.

Paixão, s. f. 1. Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2. Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3. Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4. Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5. A coisa, o objeto dessa predileção. 6. Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7. Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8. Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.
Você já se apaixonou por alguém? Você já amou alguém? Sim? Não? Pode ser? Talvez?
Eis que surge no cenário intrapessoal da sua vida esses sentimentos. Tratar o relacionamento já é complicado por si só, tendo em vista que relacionar-se impele no conviver entre duas pessoas que têm pensamentos, gostos e personalidades diferentes, mas que com um toque de mágica sentem algo pelo outro como se toda essa individualidade não precisasse ser preservada, e talvez não precise mesmo.

Somos os seres mais complexos na face da terra. Digo isso não com o intuito de dizer que somos quase extraterrestres, mas com a intenção de demonstrar que somos realmente únicos, no sentido pelo deste sintagma. Nascemos para brilhar, seja de que forma for. Somos os melhores profissionais que uma empresa pode ter, fazemos de tudo para sermos valorizados, somos éticos, amantes do que fazemos e principalmente, lutamos por nós mesmos e não para mostrarmos para alguém que podemos, ou não podemos. Lógico que existem os “revoltados” que fazem o total inverso de tudo isso, mas isso não se deve levar em conta (ou será que devemos?).

Ficar com alguém, por ficar é muito bom, devemos assumir. Mas nada melhor do que ter esse alguém ao seu lado para partilhar contigo a sua existência de forma recíproca. Estar ao lado de quem gosta de ti, preocupa-se contigo e lhe dá prazer é maravilhoso. Podemos comparar com o emprego dos nossos sonhos. Fazemos o que gostamos, como gostamos, somos respeitados pelo trabalho desenvolvido, como os seres humanos que somos, e ainda ganhamos por isso. O relacionamento é a mesma coisa; temos quem gostamos ao nosso lado, sentimos o seu carinho, a sua preocupação, a sua amizade, a sua paciência (o que é muito importante, já que estamos falando de pessoas totalmente distintas), e ainda sentimos prazer em estar com esse indivíduo que só Deus sabe o porquê veio estar ao nosso lado.

Parece meloso demais ler isso? Então você não sabe a alegria que é estar escrevendo neste momento para você e repentinamente receber uma mensagem no celular de uma pessoa especial dizendo que está pensando em você.

Você não tem idéia do quanto este momento é mágico, do quanto o seu coração sente-se cheio e de como é bom saber que podemos contar com uma pessoa para o que der e vier.

Enfim, relacionar-se com alguém é uma dádiva para poucos; por isso não deixe escapar a oportunidade quando ela aparecer, pois a alegria deste momento irá inundar a sua vida inteira.

domingo, 2 de novembro de 2008

Ironia... Só no Brasil mesmo!

Eis que acesso o site Globo.com para ler as notícias e me deparo com a seguinte manchete: Primeiro vírus disseminado pela internet completa 20 anos, e ao lado está exposta uma foto sorridente do "bendito" criador do mesmo. Até ai nada demais. O meu temor é de que as pessoas comecem a venerar o indíviduo que criou um dos maiores problemas da nossa vida virtual.
Como no Brasil qualquer coisa que se faça têm-se o hábito de canonizar o cidadão, daqui a poco teremos o santo padoeiro dos computadores viróticos.
Já pensou você rezando para um santo pedindo que nenhum virus infecte o seu pc? Demais né.

O nome do sorridente ai ao lado é Robert Tappan Morris, estudante da Universidade Cornell, que em 1988 estava no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) iniciando a sua distribuição gratuita do que seria considerado o primeiro código malicioso a se espalhar pela internet, o “Morris worm”. O vírus alastrou-se rapidamente e inutilizou muitos sistemas que contaminou. Estimativas sugerem que a praga infectou 10% dos 60 mil computadores que formavam a rede mundial da época. Santo Robert! Quem deve "adorar" este indivíduo são os nossos amiguinhos de todas as horas, os anjinhos da informática que dão pulos de alegria quando nossos computadores são infectados por vírus, afinal de contas, só a visita deles na nossa casa, custa cerca de R$ 50,00 reais, tá bom para você? Para mim tá bom... tá bom... tá bom... tá bom... tá bom... bom... bom... bom... não tá, mas tá bom... tá bom... tá bom... tá bom... tá bom...

sábado, 1 de novembro de 2008

Incógnita

Guardo dentro de mim os desejos mais ocultos.

Eles estão escondidos dentro de minh’alma

Onde somente Eu e outrem temos acesso.

A distância entre o ser e o ter

Causa frisson no espetáculo fraternal

Do meu coração.

Na ânsia de ser uma correnteza

Que invade sem ser convidada

Na certeza de que a vida me dará

Uma boa jornada

Não busco glória

Nem mesmo status

Quero ser livre, liberto

Sem a inconveniência de ser podado.

Pois no fim saberei

Que sou o resultado do que fui

E que para mim não basta ter

Pois descobri que mesmo sem possuir

Tudo na minha vida evolui.

por Alex Soares