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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MEC corta 1.766 bolsas do Prouni


O MEC (Ministério da Educação) anunciou, nesta quarta-feira (25), o corte de 1.766 bolsas de estudos do Prouni (Programa Universidade para Todos), além da desvinculação de 15 instituições de ensino. Segundo a pasta, durante o processo de supervisão do programa foram encontradas irregularidades.

O encerramento das bolsas ocorreu após o cruzamento de informações do cadastro de bolsistas com outros bancos de dados, como a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), a Plataforma Integrada para Gestão das Universidades Federais e bases de dados de universidades estaduais. No caso das instituições, a supervisão monitorou a regularidade da oferta e ocupação das bolsas.

Fraude dos estudantes
O levantamentos realizado com base na Rais apontou a existência de 1.934 bolsistas com indícios de possuírem rendimentos incompatíveis com o perfil socioeconômico exigido pelo Prouni. Em 561 situações, as irregularidades foram constatadas e as bolsas encerradas. Nos outros casos, após a verificação da documentação, ficou comprovado o atendimento aos critérios de participação no programa. Em algumas situações, foram encontradas inconsistências no banco de dados.

A verificação da situação dos bolsistas junto ao Renavam identificou 1.699 estudantes possivelmente proprietários de veículos automotores considerados incompatíveis com o perfil dos bolsistas. Um total de 598 estudantes teve a situação irregular comprovada e a bolsa encerrada. Nos outros casos, ficou comprovado que os veículos não eram patrimônio incompatível e as bolsas foram mantidas.

A supervisão também identificou a possibilidade de 43 bolsistas já terem concluído outro curso superior. Foram constatados indícios de que outros 2.005 estudantes, além de receberem a bolsa do ProUni, estariam matriculados em universidade pública, o que não é permitido pelas regras do programa.

Ao todo, 34 bolsistas já haviam concluído outro curso superior e perderam o benefício do Prouni. Outros 631 que mantinham matrícula em instituição pública, tiveram a bolsa encerrada. Os demais estudantes comprovaram o encerramento do vínculo com a universidade pública ou ficou demonstrada a inconsistência das informações.

Foram identificados 58 casos em que o bolsista apresentava situação irregular em mais de uma ocorrência. Em todas as situações, as bolsas foram encerradas após a notificação dos bolsistas e a verificação da documentação apresentada.

Desligamento das instituições
Ao todo, 15 faculdades foram desligadas do Prouni por apresentarem irregularidades na oferta de bolsas.

A medida foi tomada pelo MEC após a comprovação de que as instituições não emitiram termo de adesão ao Prouni em alguns processos seletivos, o que representa oferta irregular de bolsas. As instituições desvinculadas podem recorrer ao ministério.

As instituições privadas com fins lucrativos terão seus dados cadastrais encaminhados à Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, para a suspensão da isenção fiscal concedida pelo Prouni. Os estudantes atualmente matriculados poderão concluir seus estudos com a bolsa.

Outras 31 instituições de ensino vinculadas ao Prouni que apresentaram baixa ocupação de bolsas firmaram Termo de Saneamento de Deficiências e se comprometem a regularizar sua situação. De acordo com o previsto na legislação do programa, essas instituições deverão restabelecer o percentual mínimo com o acréscimo de um quinto, o que equivale a uma oferta de, aproximadamente, 3.350 bolsas. O cumprimento à determinação será acompanhado pelo MEC a cada processo seletivo.

Em maio, os ministros Fernando Haddad (Educação) e Guido Mantega (Fazenda) assinaram um acordo de cooperação entre o MEC e a Receita Federal para criar a "malha fina" do Prouni. Segundo o documento, os dois ministérios devem trocar informações das instituições de ensino superior e dos estudantes participantes do Prouni, visando ao "aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão do Prouni, o intercâmbio de informações e o fortalecimento do Programa Nacional de Educação Fiscal".

Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado em 23 de abril apontou problemas em quase 31 mil bolsistas. As irregularidades incluíam casos de bolsistas que são donos de carros de luxo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Itaperuna está inserida no Sistema Nacional de Cultura




Os itaperunenses amantes da cultura têm vários motivos para comemorar. Recentemente foi a inauguração da Concha Acústica, agora a cidade está inserida no Sistema Nacional de Cultura e conta com a participação de três delegados com poder representativo em conferências ligadas ao setor cultural. 



Segundo Dirlene Nuss, subsecretária de Cultura, é muito importante para a cidade fazer parte do Sistema Nacional de Cultura. “Dessa forma, poderemos contar com apoio Estadual e Federal para fomentar a cultura em nosso município. Queremos apoiar toda ação cultural na cidade, dando suporte aos artistas para que eles possam desenvolver e mostrar seus trabalhos”, comenta. 


A subsecretária ainda falou sobre o projeto “Banda Larga”, uma conquista para Itaperuna. “Nossa cidade foi um dos pólos do projeto, um grande privilégio para nós itaperunenses. Estamos trabalhando arduamente para trazer outras conquistas”, diz. 
Projeto “Banda Larga”
Programa de Atualização para Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e realizado em convênio com a Associação de Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro – ASBAM/RJ. Em Itaperuna, o projeto ainda contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. 


Foram mais de 80 músicos inscritos, de Itaperuna e municípios vizinhos, dentre eles, Santo Antônio de Pádua, Campos dos Goytacazes, Italva e outros. A formação autodidata e incompleta dos mestres e músicos de bandas gera problemas de leitura de partitura, técnica de regência, mau uso do instrumento, má postura e outras deficiências. O projeto veio exatamente para atender a esse antigo anseio dos músicos e ajudar a sanar tais deficiências.


O projeto proporcionou cursos intensivos e gratuitos de atualização em áreas consideradas fundamentais ao funcionamento das Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro. “A Secretaria de Cultura deu todo o apoio necessário aos músicos participantes do projeto, oferecendo alojamento e alimentação aos que vieram de outros municípios”, diz Dirlene Nuss.


O encerramento aconteceu na Concha Acústica, onde também foi realizada uma homenagem à Sociedade Musical Itaperunense que neste ano comemora seu Jubileu de Ouro. Presenças ilustres como o prefeito Cláudio Cerqueira Bastos (Claudão); o maestro Jorge Paula, presidente da ASBAM; Eva Dóris, superintendente de Artes da Secretaria de Cultura do Estado; maestro José Carlos Ligiéro e Eduardo Vermelinger, coordenador Geral do Projeto marcaram presença no evento.


O projeto “Banda Larga” será realizado em mais quatro pólos regionais e estratégicos: Cabo Frio (de 15 a 21/11), Nova Friburgo (de 22 a 28/11), Barra do Piraí (de 29 a 05/12) e Nilópolis (de 29 a 05/12). Os cursos/oficinas serão ministrados de segunda a sexta, de manhã e a tarde, e no sábado, pela manhã. À noite, atividades complementares, como apresentações musicais, exibições de vídeos e palestras.



DECOM - Itaperuna

Educação de qualidade – uma busca incessante!




É meus caros, como já dizia Dona Jura: “Não é brinquedo não”. O mercado competitivo e estritamente capitalista chegou até a educação e com força total! Com ele chegam pontos positivos e consequentemente, negativos, tendo em vista que tratando-se de educação, trata-se de vidas sendo educadas para um mundo “melhor”.
As pessoas andam a cada dia mais buscando novos horizontes e uma forma de sobrevivência com  qualidade de vida. Para isso, investem na educação como um subsídio para o seu crescimento profissional e econômico. Estudar, ainda é a principal forma de garantia de um futuro para si. Apesar de particularmente achar que financeiramente seria melhor colocar meu filho numa escolinha de futebol (sic.).
Atualmente a maior preocupação dos dirigentes de Instituições de Ensino Particulares é como oferecer uma educação de qualidade aliada a um valor mínimo? A competição entre quem tem mais cursos bons e baratos tornou o mercado educacional uma feira de produtos as vezes alcançáveis, outras vezes sonhadores. Aliar bons preços com bons cursos não é tarefa nada fácil. O mercado está exigente. As pessoas estão mais críticas, têm mais noção dos seus direitos, buscam mais qualidade e  querem estabilidade profissional.
Dizem que a propaganda é a alma do negócio, mas atualmente as pessoas querem bem mais do que receber panfletos na rua e ouvir anúncios em rádios, eles precisam de confiabilidade total. Eles anseiam por fidelidade e por respeito aos seus direitos. Não basta ter “225” cursos listados, é preferível ter 2 com uma qualidade inconfundível, onde as pessoas tenham acesso a um conhecimento que carregará por toda sua vida.
Baseando-nos de que é através do famoso “boca-a-boca” que as universidades têm a sua maior propaganda, tratar este cliente como seu principal aliado é imprescindível. Creio que seja muito importante que toda escola tenha em seu planejamento de marketing verbas que sejam utilizadas para incentivar influenciadores. E mais do que isso, agir conforme o que se prega. Existem milhares de Instituições que pregam em seu marketing um respeito ao estudante, mas quando parte-se para prática a história é bem outra. Esta contradição também participa da propaganda de uma Instituição.
Segundo Michael Porter (diretor do Instituto de Estratégia e Competitividade da Universidade de Harvard), só existem duas formas de competir: diferenciação ou preço baixo. As Instituições que tentam aliar ambos, devem entender que precisam se preparar para digladiar com os baixos preços. É um trabalho mais árduo, contudo mais fácil. Para o sucesso desta escolha se faz necessário descobrir o que o cliente valoriza numa Instituição, dar ao cliente a oportunidade de opinar sobre seus anseios, enfim, é preciso trabalhar de forma inteligente, agregando valores e oferecendo um produto diferenciado com ênfase no consumidor. Para isso, precisa-se de savoir faire!

domingo, 8 de novembro de 2009

Texto: "Como Vencer a Pobreza e a desigualdade"


Estudante carioca venceu o concurso da UNESCO concorrendo com 50.000 participantes. Lendo o texto dela dá para entender o porquê de ter ganho. Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade' Por Clarice Zeitel Vianna Silva UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil. A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição! É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil. Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos. Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho? Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade' A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.