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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mitomania... Já ouviu falar?


Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.
(Autor Desconhecido)

Maxuel* é um garoto diferente. Com o passar do tempo essas diferenças tornaram-se empecilhos para a convivência pacífica entre Maxuel e o mundo. Ser uma pessoa diferente é uma questão vital para ele, pois odiaria ser igual ou inferior às outras pessoas.
Maxuel criou para ele um universo perfeito de realizações e de sentimentos que indiscutivelmente não existem; aliás, não existem para nós, pois para ele é tudo muito “real”. A convivência com seres humanos exige de cada indivíduo uma bagagem psicológica essencialmente eficaz, que propicie a sua vivência no meio sócio-político dos mesmos. Esse mundo “virtual” de situações requer muita... mais muita magia... para a concretização do mesmo.
Maxuel tem namoradas que somente ele conhece. Tem situações de trabalho que só ele vivencia. Tem uma família perfeita que não existe. O sentimento de posse aguça o seu lado perfeito de ser e de viver. Maxuel mostra-se exacerbadamente evoluído economicamente, pois para ele demonstrar que ter é muito mais importante do que qualquer outra coisa. O problema é que nem Maxuel e nem a sua família têm.
Enfim, Maxuel é mitômano. Você sabe o que é mitomania? Não? Então cuidado, pois todos nós temos um mitômano ao nosso lado e o que é mais impressionante, somos responsáveis pelo aguçamento desta doença no outro.
Segundo Lauro Monteiro, médico pediatra e editor do observatório da infância, o mitômano é um indivíduo psiquiatricamente doente, que apresenta uma tendência mórbida para a mentira. Suas histórias fantasiosas não resistem a uma investigação. É nessa hora que o mundo criado pelo mitômano desmorona e o risco de depressão e tentativas de suicídio é frequente.
O mitômano mente; mas ao contrário do mentiroso, ele mente por uma necessidade de viver aquilo que ele diz e não para prejudicar alguém. Esse mundo que ele cria, é um espaço de refúgio para onde ele se tele-transporta vislumbrando uma felicidade que notoriamente ele alcançará momentaneamente, mas que passará dentre instantes.
Maxuel é mitômano assumido. Mente e acredita na própria mentira. Compartilha esta mentira com as pessoas como verdade, e busca fazer com que as mesmas também acreditem nestas mentiras.
A família é grande colaboradora para o avanço desta doença, pois eles também creem que sejam verdades todos os amores, situações, vivências e experiências contadas por este indivíduo. Incentivar no outro este mundo de imaginação, confiar, concordar, aceitar, não contradizer, só dará a pessoa a energização para que ela crie cada vez mais esse mundo imaginário.
Em contrapartida, a família também é a principal fonte de cura para este ser humano. A  aproximação e o sentimento familiar, dá-lhes uma abertura maior para tocar no assunto, buscando confrontar a magia com a realidade, vislumbrando uma materialização do que é realmente verdadeiro. Perigoso mesmo é a inexistência de limites para Maxuel.
Inegavelmente, existem mentiras do cotidiano das quais ninguém está livre de contar ou de ouvir. Um estudo científico norte-americano, desenvolvido pelo psicólogo Gerald Jellison (in Dicionário Informal), da Universidade do Sul da Califórnia, assegura que acessamos cerca de 200 mentiras por dia, seja ouvindo, lendo ou assistindo. De acordo com o especialista, em geral, todos contamos entre uma e duas dúzias de mentiras diariamente, desde aquele comentário sobre o novo visual da colega de trabalho até a desculpa para não comparecer a um jantar de amigos.
O que se sabe, seguramente, é que há fatores do ambiente familiar responsáveis por este tipo de conduta. Alguns psicanalistas acreditam que a resposta para o que leva pessoas a mentirem de maneira patológica pode estar em traumas da infância.
Enfim, tratar o mitômano é uma coisa dificílima por diversas razões. A primeira, porque raramente eles procuram ajuda, a não ser quando sentem o sentimento total de perda. A segunda é que mentem justamente porque não querem se deparar com a própria insuficiência, ou seja, optam pela comodidade de viver sonhos, ainda que isso signifique a própria destruição ou a daqueles que estão em sua volta. Por estas dificuldades é que devemos tomar muito cuidado com quem está ao nosso lado. E você? Já se avaliou e procurou saber se você é um mitômano?
* Nome fictício para explanar sobre o assunto.
Autor: Alex Soares
Publicado na Revista Estilo Off de Itaperuna em Dezembro/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil é inaugurado em Itaperuna




No último dia 17 de dezembro o prefeito Cláudio Cerqueira Bastos, o Claudão, inaugurou o primeiro Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil da região, que é um dos primeiros de todo o Estado do Rio de Janeiro. A solenidade, que contou com diversas autoridades, aconteceu na sede do CAPS’i que fica localizado na Rua Cel. Emiliano Silva, 22, Centro, Itaperuna.

O CAPS i terá capacidade para atender mais de 100 crianças e adolescentes, podendo assim, oferecer à população um atendimento em saúde mental de qualidade e dentro dos padrões definidos pela política de saúde mental do Governo Federal.

Estiveram presentes na inauguração: o vice-prefeito Fernando Fernandez, o Paulada; o secretário de Gabinete Walter Anderson; o secretário de Governo Elias Meiber; o secretário de Ação Social França Bombeiro; o subsecretário de Saúde Válber Meireles e o vereador Carlos Alintor Bandoli, o Cazalito.

Esperamos que seja mais uma obra arquitetônica que não funcionará.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Dica de Filme: Menina dos Olhos


Ollie Trinke (Ben Affleck) é um homem casado e bem-sucedido no emprego, que parece ter tudo o que sempre quis na vida. Porém sua vida de sonho desmora após sua esposa, Gertrude (Jennifer Lopez), morrer, deixando uma filha, Gertie (Raquel Castro), para Ollie criar. Ollie decide então deixar o emprego e ir morar em Nova Jersey, na casa de seu pai (George Carlin), onde foi criado. Lá ele arruma um trabalho desinteressante e busca encontrar ânimo para seguir em frente, enquanto que Gertie acha que Nova Jersey é um verdadeiro paraíso.

ficha técnica:

  • título original:Jersey Girl
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 43 min
  • ano de lançamento:2004
  • site oficial:http://www.miramax.com/jersey_girl/
  • estúdio:Miramax Films / Beverly Detroit / Close Call Films / View Askew Productions
  • distribuidora:Miramax Films / Buena Vista International / Lumière
  • direção: Kevin Smith
  • roteiro:Kevin Smith
  • produção:Scott Mosier
  • música:James L. Venable
  • fotografia:Vilmos Zsigmond
  • direção de arte:Elise G. Venola
  • figurino:Juliet Polcsa
  • edição:Scott Mosier e Kevin Smith
  • efeitos especiais:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Educação de qualidade – uma busca incessante!


É meus caros, como já dizia Dona Jura: “Não é brinquedo não”. O mercado competitivo e estritamente capitalista chegou até a educação e com força total! Com ele chegam pontos positivos e consequentemente, negativos, tendo em vista que tratando-se de educação, trata-se de vidas sendo educadas para um mundo “melhor”.
As pessoas andam a cada dia mais buscando novos horizontes e uma forma de sobrevivência com qualidade de vida. Para isso, investem na educação como um subsídio para o seu crescimento profissional e econômico. Estudar, ainda é a principal forma de garantia de um futuro para si. Apesar de particularmente achar que financeiramente seria melhor colocar meu filho numa escolinha de futebol (sic.).
Atualmente a maior preocupação dos dirigentes de Instituições de Ensino Particulares é como oferecer uma educação de qualidade aliada a um valor mínimo? A competição entre quem tem mais cursos bons e baratos tornou o mercado educacional uma feira de produtos as vezes alcançáveis, outras vezes sonhadores. Aliar bons preços com bons cursos não é tarefa nada fácil. O mercado está exigente. As pessoas estão mais críticas, têm mais noção dos seus direitos, buscam mais qualidade e querem estabilidade profissional.
Dizem que a propaganda é a alma do negócio, mas atualmente as pessoas querem bem mais do que receber panfletos na rua e ouvir anúncios em rádios, eles precisam de confiabilidade total. Eles anseiam por fidelidade e por respeito aos seus direitos. Não basta ter “225” cursos listados, é preferível ter 2 com uma qualidade inconfundível, onde as pessoas tenham acesso a um conhecimento que carregará por toda sua vida.
Baseando-nos de que é através do famoso “boca-a-boca” que as universidades têm a sua maior propaganda, tratar este cliente como seu principal aliado é imprescindível. Creio que seja muito importante que toda escola tenha em seu planejamento de marketing verbas que sejam utilizadas para incentivar influenciadores. E mais do que isso, agir conforme o que se prega. Existem milhares de Instituições que pregam em seu marketing um respeito ao estudante, mas quando parte-se para prática a história é bem outra. Esta contradição também participa da propaganda de uma Instituição.
Segundo Michael Porter (diretor do Instituto de Estratégia e Competitividade da Universidade de Harvard), só existem duas formas de competir: diferenciação ou preço baixo. As Instituições que tentam aliar ambos, devem entender que precisam se preparar para digladiar com os baixos preços. É um trabalho mais árduo, contudo mais fácil. Para o sucesso desta escolha se faz necessário descobrir o que o cliente valoriza numa Instituição, dar ao cliente a oportunidade de opinar sobre seus anseios, enfim, é preciso trabalhar de forma inteligente, agregando valores e oferecendo um produto diferenciado com ênfase no consumidor. Para isso, precisa-se de savoir faire!

por Alex Soares